quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Ouvi hoje, lembrei-me de vocês e apeteceu-me

Actualmente as palavras não abundam neste cérebro direccionado num só sentido. As palavras que surgem, que consigo escrever, são apenas as que estão relacionadas com o trabalho que me encontro a fazer. Mas apetece-me dizer, escrever tanta coisa. Mas não consigo. Mas como tenho vontade de dizer coisas escolho palavras de outros. Mas não de um qualquer outro. Escolhi um poema de Francisco Buarque de Hollanda, o Génio da palavra Chico Buarque. Escolhi este poema para o R, para a S, para a T e para todos os meus maravilhosos amigos. E já agora também para mim.
Vai Levando
Chico Buarque
Mesmo com toda a fama, com toda a brahma
Com toda a cama, com toda a lama
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa chama
Mesmo com todo o emblema, todo o problema
Todo o sistema, todo Ipanema
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa gema
Mesmo com o nada feito, com a sala escura
Com um nó no peito, com a cara dura
Não tem mais jeito, a gente não tem cura
Mesmo com o todavia, com todo dia
Com todo ia, todo não ia
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa guia
Mesmo com todo rock, com todo pop
Com todo estoque, com todo Ibope
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando esse toque
Mesmo com toda sanha, toda façanha
Toda picanha, toda campanha
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa manha
Mesmo com toda estima, com toda esgrima
Com todo clima, com tudo em cima
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa rima
Mesmo com toda cédula, com toda célula
Com toda súmula, com toda sílaba
A gente vai levando, a gente vai tocando, a gente vai tomando, a gente vai dourando essa pílula !

Gosto desta versão do Caetano Veloso e da Maria Gadú do Vai Levando:

Mas sugiro uma visita ao original, http://youtu.be/ligbgWO2C58. Vejam o Caetano, delicioso. A mudança. O vídeo é de 1978. O poema é intemporal.

Está dito!

domingo, 9 de outubro de 2011

Fundação Francisco Manuel dos Santos

Quando se entra no site entende-se logo qual o objectivo. Anuncia-se que a missão da Fundação é estudar, divulgar e debater a realidade Portuguesa, com independência e liberdade. Valores que actualmente, andam poucas vezes de mãos dadas. Têm estudos, conferências, debates, tudo relacionado com a missão. Fala sobre saúde, educação, corrupção. As conferências são muito interessantes, são gratuitas. O trabalho mais visível desta fundação é a pordata. A pordata é uma base de dados sobre Portugal que tem dados relativos a tudo quanto se possa imaginar. É muito interessante e útil. Pelo menos para mim já o foi em um ou dois trabalhos. Tem dados estatísticos sobre população, educação, contas do Estado, etc. Uma viagem por este site e fica-se facilmente surpreendido com a quantidade e variedade de informação ali encontrada. Sugiro uma visita. Nesta Fundação é tudo tão interessante que até o anúncio à mesma é estupendo:

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

You Can't Always Get What You Want

Já sei! Não é preciso estarem sempre a lembrarem-me o mesmo! Mas também sei que:

"(...)But if you try sometimes well you just might find

You get what you need(...)"

You Can't Always Get What You Want(Tema original dos Rolling Stones)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Joana, uma Portuguesa Extraordinária

E só tem 15 anos!
Vi, acidentalmente, a estreia do novo programa da RTP1, Portugueses Extraordinários. E ainda bem. Pelo que percebi, cada emissão vai falar sobre dois portugueses que ajudam outras pessoas, pessoas que fazem o bem sem olhar a quem, diz a publicidade ao programa. Não vi o primeiro Português extraordinário, mas vi a Joana. Esta menina, com discurso de meter inveja a muitos adultos, ajuda quem pode, pessoas idosas, colegas da escola, quem pode. Diz que às vezes fica cansada mas sabe-lhe bem. É comovente ouvir os seus argumentos que sustentam a ajuda que presta a idosos. É comovente ouvir os colegas da escola dizerem que se tornaram pessoas diferentes "só" por causa da Joana. A mãe da Joana diz que às vezes até tem medo, diz quando a esmola é muita o santo desconfia, por ter uma filha assim. A Joana diz que é feliz, diz que é bom ouvir obrigada mas não é isso que espera.diz que a maior recompensa é saber que fez alguma coisa de bem para ajudar o outro.
E só tem 15 anos!
Sei que poucos terão paciência para ver um vídeo de 13 minutos. Mas vale a pena. Se eu pudesse obrigava as pessoas a verem. Eu já o revi. Voltarei a ver quando precisar de "cair em mim".

domingo, 25 de setembro de 2011

A doce expectativa, a calma ansiedade: MM

Marisa Monte. Anuncia no seu site que até ao final do ano vai lançar novo trabalho. Não se sabe a data. Diz também que está a preparar uma série de shows, que é como quem diz, concertos. Álbum novo de MM implica concerto(s) em Portugal. Por isso até lá vou estar numa calma ansiedade e numa maravilhosa expectativa. É sempre desta forma a minha relação com MM. Ainda me lembro dos seus dois últimos álbuns, lançados em simultâneo, a que a mesma chamou "gémeos": Universo ao meu Redor e Infinito Particular, 2006. Desde o anúncio da data de saída até que o temos na mão espera-se ansiosamente pelo resultado, na expectativa de que a fasquia não baixe. Compramos o CD (ou oferecerem-nos, também pode ser...), retiramos o celofane, coloca-se o CD e viaja-se pela obra [prima]. E é assim que eu quero que seja com mais este seu novo disco.
Na era do youtube, myspace, facebook, alguns autores antecipam a divulgação do single de estreia. MM fez o mesmo. Vais desculpar-me Marisa, mas não é assim que eu quero ouvir o tão esperado álbum. Não lanças desde 2006 e agora queres que o ouça aos bocados? Nem pensar. Estou ansiosa, estou expectante e quero ouvir seguidas as novas músicas, com todos os rituais do costume. MM, vou ouvir tudo de uma vez, ok? Se puderes lançar o álbum antes do Natal era bom, é que ainda falta muito tempo... mal vejo a hora. Uma coisa é certa, se tropeçar no vídeo do single, que está inclusivamente disponível no seu site não o vou ouvir.
Albúm novo? "AINDA BEM"*
*nome do single já disponivel

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Estou a trabalhar no tema... com convicção!

Hoje a caminho de casa ouvi esta belíssima música. Resolvi fazer da letra o meu TPC. E vou fazê-lo. Esta versão é cantada pela Bebel Gilberto. O Tema original pertence a Kassin. O curioso é que ao falar da música da Bebel Gilberto que tinha ouvido, acto continuo, o R saca do CD com o tema original, do Kassin, que inclusive eu já tenho em meu poder. Mas não sei se foi do momento, se foi da voz da Bebel, só hoje é que lhe dei a merecida atenção.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Podia ser a música oficial de um sitio que conheço...

Por acaso ouvi em directo o momento em que lançaram no "ar" esta música. Foi quando o meu despertador tocou, pouco depois já estava a passar na rádio. Enquanto eu ganhava coragem para por os pés no chão e fazer-me à vida, já esta malta estava com esta pedalada. Pouco passavam das 7.30h da manhã. Até assusta, como é que a esta hora alguém já está com esta energia toda! Eu nem me lembro do caminho do quarto para a casa de banho... palavra que tenho inveja. De duas coisas. De começar assim o dia e do ambiente de trabalho. O que esta malta se diverte. E ganham para isso. Mas é merecido, É pois é! Este Senhor, Vasco Palmeirim é um artista.

Se eu pudesse...

Juntava as pessoas más, e quando eu digo más quero dizer, intolerantes, egoístas, invejosas, insensíveis e que só conseguem ver mal em tudo, abria um buraco em "no men's land" e deixava-as lá todinhas! Abria uns buracos para poderem respirar e receber comida, bebida, enfim cuidados primários. Assim conviviam todas umas com as outras, todas da mesma espécie, e paravam de destilar más vibrações e contaminar. Não concordo em absoluto com a existência de guetos, mas abro uma excepção para esta raça. Como trabalho de casa já fiz uma lista, não é grande é certo, mas é das boas, é com cada elemento...
Se pelo menos elas se tornassem invisíveis eu podia mudar de opinião, não sendo possível, temos pena...
Mas isto sou eu hoje. Hoje sou eu contra o mundo. Amanhã talvez não.
É que se houvessem uns comprimidos para tomarem e iam mudando assim devagarinho, mas não...

domingo, 28 de agosto de 2011

Férias, história e coincidências

Este ano consegui umas merecidas férias. O destino foi Berlim. Era um destino que não estava nas minhas prioridades mas, ditam as regras da democracia, a maioria vence. E ainda bem. Gostei bastante de ter conhecido Berlim. Foi uma aposta ganha, sem dúvida. Cidade moderna onde se respira muita história.
Todos os recantos da Cidade têm história para contar, desde a fundação da cidade, Guerras Mundias e mais recentemente o Muro de Berlim. Partes da história lamentáveis mas que não se consegue e não devem ser ignoradas.

O que mais gosto quando faço férias é poder, ao mesmo tempo, descansar (para mim descansar não é exactamente descansar) ver lugares, culturas diferentes e aprender, apreender. Berlim é optima para isso. Pode-se descansar nos muitos, mesmo muitos parques que a cidade tem, tem uma cultura e pessoas muito diferentes da nossa (não quero dizer que seja melhor ou pior, apenas diferente). Cidade descontraida, pessoas descomprometidas. Muitos pontos de paragem. E ainda bem porque o que se anda...

Foi muito interessante o facto de ter ficado a conhecer melhor alguns factos históricos. Destaco a visita ao museu dos Judeus e ver, em alguns pontos das cidade, reminiscências do Muro de Berlim. Parece uma viagem no tempo. O tentar perceber, o que se aprendeu com o que se passou. Perceber como a cidade, o País evoluiu desde então. Gostei muito. Adorei os grafíti que estão no que resta do "Muro da Vergonha" Partilho aqui as que mais gostei. Estava lá um grafíti de uma portuguesa.

No centro de Berlim existe um jardim que embora descrito nos roteiros da cidade como um jardim, não é exactamente um jardim. É uma floresta com pedaços de jardim, O Tiergaten. Magnífico. Só vimos metade. Pessoas a apanhar sol, familias a brincar, pessoas despidas. Espaço para tudo!

(daqui)

Curiosamente, um dos meus cantores favoritos, Rufus Wainwright, gravou em 2007, um maravilhoso albúm, Release the Stars, tendo sido, parte do albúm, gravado precisamente em Berlim. Daí as duas belíssimas canções do mesmo: Sanssouci e Tiergaten. Uma homenagem de Rufus à cidade. Em DVD explica o porquê de ter escrito cada música. Adoro o Tiergaten:

Obrigada R por me teres obrigado a ir. Obrigado por me teres facilitado a viagem. Foste um Irmão do melhor que há.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

But I don't feel fine....

Já data do final da década de oitenta, inicio da década de noventa, este vaticínio dos REM, "It's the End of the World as We Know It (And I Feel Fine)" Sempre gostei muito desta música. Mas apenas agora me parece a sound track adequada.
"(...)It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it
It's the end of the world as we know it and I feel fine. (...)"

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Agora??? Preferia nem saber...

Tenho a mania, gosto de andar a par do que acontece, lá vou lendo uns jornais, mais do mesmo, mas de vez em quando lá aparece uma noticia diferente que, no caso, até podia ser uma boa noticia não fora o caso de uma coisa chamada timing. Jornal i, edição de 08/08/2011: "Descoberta proteína que impede cabelos brancos"
Que irritante!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mayer Hawthorne: a really great arrangement

Tudo estava composto para uma excelente noite: a aventura que foi chegar ao local, o próprio local, o parque Marechal Carmona em Cascais, a noite estrelada, [vou fingir que a noite estava perfeita e não tive frio], o palco metido no meio das árvores. Só faltava o músico, cantor, performer. Mas Mayer Hawthorne veio, à hora combinada. E foi delicioso. Uma noite perfeita a 07/07. Já conhecia o álbum dele de trás para a frente, este era um concerto sem grande margem para erro. A expectativa não era quanto ao alinhamento mas sim quanto aos arranjos. E não defraudaram. As músicas são pequenas, ele tem um álbum e vai a caminho do segundo. Teve de trabalhar bem para render. E pôs aquela gente (eu incluída) toda em pé, qual quê sentadinhos! Ele falou com o público, foi muito despretensioso (qualidade que admiro cada vez mais), simpático, ofereceu um disco de vinil em forma de coração, especial oferta a raparigas sem namorado ( a propósito da sua canção Just Ain't Gonna Work Out ), ensinou coreografias, Só não foi one-man show porque a sua banda era magnifica e acompanhava-o sem mácula. Ao contrário do que acontece nos concertos a que tenho ido, não existem muitos vídeos para testemunhar a sua passagem pelo Cool Jazz Fest. Adorei todas as músicas. Adorei os arranjos que fez a "A Strange Arrangement"(e que dá nome ao álbum), é tão bonita esta música:
"(..)Darling me and you, we had a strange arrangement
But you broke all the rules
And I'm through playing the fool for love
Darling yes it's true, we had a grand engagement
But I can't stand by, while you break my heart in two
Oooh, I've got to be a man
Baby I've got to take a stand, so
So now we've gone our seperate ways
But in my heart I feel the burning flames
Of love's remains
I'll have to find somebody new
But all who dare will be compared to you
What can I do
Este vídeo é um pequeno testemunho da sua passagem por Cascais (Make her mine):

Tocou uma música que irá fazer parte no seu próximo albúm, da qual gosto muito, No Strings:
"(...) saw you lookin' at me girl
When I first set foot into the room
You didn't want me to see girl
You didn't wanna lay your cards so soon
I see you rollin' it over
You wonder what your friends might think of you
Angel on your shoulder, but you know just you wanna do
Well I don't need to know a thing about your past
No I just want one night with you no strings attached
And I know that we might not be a perfect match
I just want one night with you no strings attached
I know you tryin' to be good girl
But you imagine what I'm like in bed
You try to push it aside girl (...)"

Digamos que este Senhor tem um efeito em mim muito para lá do apaziguador(será por isso que anda há tanto tempo a fazer-me companhia na condução?). Uma coisa é certa, foi mesmo muito Cool!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Não sei se fique triste, contente...

Hoje precisei de andar de táxi (isto de não poder e não conseguir fazer esforços com o braço esquerdo está a fazer de mim uma verdadeira dondoca). Dependendo do meu estado de espírito e dos taxistas, depende a minha vontade de ir caladita ou ir a conversar com os senhores motoristas. Hoje estava mais para o caladita, mas o senhor não deixou. Falámos de várias coisas e, justiça seja feita, (quase todas) interessantes. A dada altura da conversa fiz o seguinte comentário (mas que veio a propósito): "estou a fazer esta observação mas não sou psicóloga". O senhor respondeu: "tem graça falar nisso porque quando tive que optar por um percurso académico, um amigo disse-me que eu devía ir para psicólogo ou enfermeiro. Mas na altura eu não quis, e fui tão palerma, tão palerma que fui logo escolher ir para contabilidade. E fiz disso profissão 24 anos". Comecei a rir e ele ainda perguntou se eu também achava uma palermice, ao que lhe respondi: "O senhor não devia dizer isso, olhe que foi precisamente essa a minha escolha". Pediu-me muitas desculpas pela eventualidade de ter sido indelicado e acrescentou, ipsis verbis: "deixe lá, não se aborreça porque em contrapartida é uma pessoa muito bonita e muito simpática". Ainda lhe perguntei como é que passou de contabilista para taxista e ele disse que os números lhe estavam a dar cabo da cabeça e que percebeu que não conseguia estar fechado num escritório.
Por isso opto por vir calada. Tenho alguma aversão ao risco. E gosto de silêncio.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Gostei tanto... fez-me bem!

Sempre que ouço uma música da Marisa Monte fico nas nuvens. Especialmente quando ouço sem estar à espera. Depois apetece-me vir para casa e ouvir os CD's dela. Pela segunda semana consecutiva, a Marisa Monte foi a banda sonora da fase final da minha aulita . Foi tão fixe. A fazer ginástica no meu elemento preferido, água, com professore(s) para lá de simpático(s) e fazer o relaxamento ao som de MM deixou-me tão sossegadita. Não consigo explicar mas é das poucas cantoras que tem um efeito maravilhoso em mim. É um perfeito ansiolítico. Se o estado Zen existe é assim que eu fico. Hoje foi esta:

terça-feira, 14 de junho de 2011

A hora do silêncio

Existe um Decreto-Lei que regulamenta o horário dos períodos de ruído, ou seja, limita as horas em que se pode fazer (e ouvir) ruídos. Normalmente associamos esse Decreto-Lei ao "barulho das obras" e quando um vizinho nosso faz obras sacamos logo do conhecimento e dizemos "mas só pode fazer até determinada hora". E depois ficamos sempre à espera que o mesmo meta a pata na poça e ameaçamo-lo com a legislação. Já aconteceu comigo. Em ambos os sentidos. Já fui a vizinha das obras e já fui a vizinha do Decreto-Lei. E tive de o ler.
Hoje, ao meu serão, tenho estado a tentar-me recordar do que li. Gente a falar [muito] alto, televisões com o som [quase] no máximo não fazem parte de nenhum artigo. Se fizessem, hoje era outra vez a vizinha do Decreto. É que estou aqui no sossego do meu lar e ouço os diálogos todos da(s) telenovela(s). Não sei qual. Deve ter entrado água nos ouvidos da minha vizinha. De vez em quando acontece-lhe. Para além da falta de silêncio, a minha vizinha de baixo pensa sempre que sou eu. Ainda assim prefiro sofrer de má reputação do que por causa de barulho.
Ai se um dia destes me dá para me vingar...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Miscelânea ética

Não sei bem o que lhe hei-de chamar. Mas palavra que acho piada, são cenas giras.
O Futuro Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, não quis debater nas televisões com um seu concorrente, O Dr.Garcia Pereira. Não se sabe exactamente quais foram os motivos, o PSD alegou falta de tempo, mas a mim ninguém me tira da cabeça que o facto do Dr.Garcia Pereira ser advogado do Dr.Pedro tem algo a ver... Eu teria gostado de ver.
As declarações da Dra.Ana Gomes sobre o Dr.Paulo Portas levaram o mesmo a recorrer ao seu advogado para análise das mesmas e ver se existe matéria de facto. E quem é o advogado do Dr.Paulo Portas, esse mesmo, o Dr.Garcia Pereira.
Fico confusa. Para governar o país este senhor, o Dr.Garcia, debateu-se por ideologias opostas às dos seus clientes e contra os mesmos. Agora no que diz respeito a defendê-los, as ideologias políticas vão à vida dando lugar às ideologias monetárias. Este Dr.Garcia Pereira deixa-me baralhada. Primeiro não entendo porque é que desde pequena o vejo a candidatar-se seja a que cargo for. Depois porque é de um partido um bocado demais à esquerda ideologicamente e demasiado à direita profissionalmente. Será ingenuidade minha mas é possível existir compatibilidade? É possivel ter-se o coração à esquerda e a carteira à direita? Se calhar sou eu a embirrar.
__________________________________________________________
Adenda:
Quero retratar-me e pedir desculpa ao Dr.Garcia porque fiquei hoje a saber que o Dr.Não aceitou ser o advogado do Dr.Paulo. Fui precipitada, é certo, julguei o senhor antecipadamente, isso é feio. Há noticias que se digerem primeiro. Não foi o caso. Os jornalistas também não ajudaram. Deram logo como certo.
As minhas desculpas Dr.Garcia, o senhor é um homem vertical.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Afinal o que é que se passa??

Há pouco mais de 48h atrás estava a trabalhar precisamente onde estou agora, fazia calor, janela aberta, a apreciar a vista. Hoje, o único factor comum é que estou a trabalhar. Janela aberta nem pensar. Mais, tive de ir ao armário buscar uma mantinha (leve é certo) para por nas pernas porque não se aguenta o frio. O que é isto? Não estou para me sujeitar a estas variações térmicas. Dois, três graus ainda se aguenta, 10 graus nem pensar. Uma pessoa já tem de lidar com uma série de contratempos, Internet lenta, falta de inspiração, vontade de comer a cada três/quatro linhas de texto e agora mais esta do frio.
Para a semana estou a queixar-me do calor, já imagino, vai estar um calor insuportável. Estamos na era do 8-80, preto-branco. Não há cá meias medidas!

sábado, 4 de junho de 2011

Sufjan Stevens - O [desconcertante] Concerto

Quase tudo o que aconteceu no dia 31 de Maio no Coliseu dos Recreio eu não estava à espera. O que estava à espera era de Sufjan Stevens e as suas belíssimas músicas. Mas não foi só isso que aconteceu, embora esses sejam os ingredientes necessários e suficientes para um concerto. Só que o que Sufjan Stevens nos trouxe não foi só um concerto. Foi mais. Já esperava que fosse [muito] bom porque adoro a voz dele, as letras das músicas, a sonoridade. Se tivesse que escolher uma só palavra para o descrever escolheria Inesperado. Se pudesse escolher duas escolheria maravilhosamente inesperado ou surpreendentemente inesperado. Foi, realmente, um concerto diferente. Não foi só música. Foi muita luz,um espectaculo de côr, foi teatralizado. Ele colocava "adornos" de acordo com a mensagem que queria passar. As Músicas passavam de susurradas a apoteóticas. Os meus olhos poucas vezes se desviaram do palco. Gostei de todas as músicas. Do Último albúm, The Age of Adz, talvez (não consigo decidir) a minha preferida tenha sido I Walked. Tem uma letra lindíssima e ao vivo é brilhante:

(...)Lover, will you look at me now?
I'm already dead to you
But I'm inclined to explain
To you what I could not before
Whatever you didn't do, what you couldn't say
I am sorry that the worst has arrived
For I deserve more
For at least I deserve the respect of a kiss goodbye(...)

Depois do encore, que verdade seja dita demorou muito apesar de ter percebido porquê, o senhor foi trocar de "personagem". Trocou de roupa e apareceu para aquilo que, convencionalmente, é um concerto normal. Só que nem no encore foi normal. Tocou três musicas do lindíssimo Illinoise, a última, a mais conhecida, terminou o concerto desta forma ESPETACULAR:

E ficava aqui toda a noite a falar do concerto e a por videos. Mas fica a lembrança. A lembrança de mais uma noite de música ( e não só) magnífica. Quem te viu Sfujan, com aquela cara de menino do coro, jamais podia imaginar a metamorfose que se passou em palco. Como é bom ser surpreendida!

Irrita...

Este post vem a propósito do magnífico concerto que fui ver a 31 de Maio. Apenas o faço separadamente porque cenas más não são para escrever conjuntamente com a minha opinião ao concerto. E quais foram as coisas más? A primeira não me permitiu desfrutar do concerto da sua plenitude. Não é só nestas situações que isto acontece. É o maldito exagero do ar condicionado. Passei duas horas e meia a tiritar, os ossinhos doíam-me todos. Dez minutos de ar condicionado têm o mesmo efeito em mim do que um litro de água. E mais não digo!
Agora a audiência. Meus caros, os cantautores, não se limitam a debitar músicas, um "boa noite Lisboa" e um "obrigada" para agradar à plateia. Eles gostam muito de falar. Explicam a música, o que os levou a compor aquela(s) música(s), contam histórias. Conversam. E ainda bem. Foi por terem esta característica que passei a gostar mais dos que vi e ouvi. Por isso, é de muito mau tom, é de mau gosto, mandar calar um músico com um "cala-te e canta". É que quem fez isso (foram muito poucas pessoas felizmente) não só não respeitaram os músicos como também não respeitaram os seus pares que queriam ouvir o que o senhor tinha para nos dizer. Se é só para ouvir música, comprem o(s) albúm(s) e fiquem em casa a ouvir. Também já se vendem uns DVD's com actuações ao vivo muito bons. E assim não chateiam.
Outra coisa, sejam mais comedidos a bater palmas. Às vezes parece que a música acabou mas não, o artista está a esmerar-se para ter um final da interpretação apoteótico que é estragado pelo bater antecipado de palmas.

E agora O Concerto...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Devaneios

Não tenho aspirações de poder, mas gostava de mandar só uma vez (de vez em quando) para poder instituir algumas regras e até Leis. Munida dos devidos poderes regulamentava o acesso à hora da sesta. Proponho uma dissertação sobre o tema. Eu voluntario-me para ser o case study.
Se eu pudesse dormir, vá lá, 30 minutos que fossem, conseguiria ser mais produtiva do que não o podendo fazer. Já me conheço, quando este sono se me desponta não há nada a fazer, os meus índices de produtividade vêm por ai abaixo. se me fosse oferecida a possibilidade de eu poder dormir um pedaço, a seguir trabalhava como se não houvesse amanhã. A empresa é que perde. Falta de visão de Liderança, é o que é!
Tenho de ir, vou descansar um bocado (I Wish) mas volto logo porque tenho mais duas cenas para falar. Um desabafo e o relato de uma cena MAGNÍFICA.