sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mayer Hawthorne: a really great arrangement

Tudo estava composto para uma excelente noite: a aventura que foi chegar ao local, o próprio local, o parque Marechal Carmona em Cascais, a noite estrelada, [vou fingir que a noite estava perfeita e não tive frio], o palco metido no meio das árvores. Só faltava o músico, cantor, performer. Mas Mayer Hawthorne veio, à hora combinada. E foi delicioso. Uma noite perfeita a 07/07. Já conhecia o álbum dele de trás para a frente, este era um concerto sem grande margem para erro. A expectativa não era quanto ao alinhamento mas sim quanto aos arranjos. E não defraudaram. As músicas são pequenas, ele tem um álbum e vai a caminho do segundo. Teve de trabalhar bem para render. E pôs aquela gente (eu incluída) toda em pé, qual quê sentadinhos! Ele falou com o público, foi muito despretensioso (qualidade que admiro cada vez mais), simpático, ofereceu um disco de vinil em forma de coração, especial oferta a raparigas sem namorado ( a propósito da sua canção Just Ain't Gonna Work Out ), ensinou coreografias, Só não foi one-man show porque a sua banda era magnifica e acompanhava-o sem mácula. Ao contrário do que acontece nos concertos a que tenho ido, não existem muitos vídeos para testemunhar a sua passagem pelo Cool Jazz Fest. Adorei todas as músicas. Adorei os arranjos que fez a "A Strange Arrangement"(e que dá nome ao álbum), é tão bonita esta música:
"(..)Darling me and you, we had a strange arrangement
But you broke all the rules
And I'm through playing the fool for love
Darling yes it's true, we had a grand engagement
But I can't stand by, while you break my heart in two
Oooh, I've got to be a man
Baby I've got to take a stand, so
So now we've gone our seperate ways
But in my heart I feel the burning flames
Of love's remains
I'll have to find somebody new
But all who dare will be compared to you
What can I do
Este vídeo é um pequeno testemunho da sua passagem por Cascais (Make her mine):

Tocou uma música que irá fazer parte no seu próximo albúm, da qual gosto muito, No Strings:
"(...) saw you lookin' at me girl
When I first set foot into the room
You didn't want me to see girl
You didn't wanna lay your cards so soon
I see you rollin' it over
You wonder what your friends might think of you
Angel on your shoulder, but you know just you wanna do
Well I don't need to know a thing about your past
No I just want one night with you no strings attached
And I know that we might not be a perfect match
I just want one night with you no strings attached
I know you tryin' to be good girl
But you imagine what I'm like in bed
You try to push it aside girl (...)"

Digamos que este Senhor tem um efeito em mim muito para lá do apaziguador(será por isso que anda há tanto tempo a fazer-me companhia na condução?). Uma coisa é certa, foi mesmo muito Cool!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Não sei se fique triste, contente...

Hoje precisei de andar de táxi (isto de não poder e não conseguir fazer esforços com o braço esquerdo está a fazer de mim uma verdadeira dondoca). Dependendo do meu estado de espírito e dos taxistas, depende a minha vontade de ir caladita ou ir a conversar com os senhores motoristas. Hoje estava mais para o caladita, mas o senhor não deixou. Falámos de várias coisas e, justiça seja feita, (quase todas) interessantes. A dada altura da conversa fiz o seguinte comentário (mas que veio a propósito): "estou a fazer esta observação mas não sou psicóloga". O senhor respondeu: "tem graça falar nisso porque quando tive que optar por um percurso académico, um amigo disse-me que eu devía ir para psicólogo ou enfermeiro. Mas na altura eu não quis, e fui tão palerma, tão palerma que fui logo escolher ir para contabilidade. E fiz disso profissão 24 anos". Comecei a rir e ele ainda perguntou se eu também achava uma palermice, ao que lhe respondi: "O senhor não devia dizer isso, olhe que foi precisamente essa a minha escolha". Pediu-me muitas desculpas pela eventualidade de ter sido indelicado e acrescentou, ipsis verbis: "deixe lá, não se aborreça porque em contrapartida é uma pessoa muito bonita e muito simpática". Ainda lhe perguntei como é que passou de contabilista para taxista e ele disse que os números lhe estavam a dar cabo da cabeça e que percebeu que não conseguia estar fechado num escritório.
Por isso opto por vir calada. Tenho alguma aversão ao risco. E gosto de silêncio.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Gostei tanto... fez-me bem!

Sempre que ouço uma música da Marisa Monte fico nas nuvens. Especialmente quando ouço sem estar à espera. Depois apetece-me vir para casa e ouvir os CD's dela. Pela segunda semana consecutiva, a Marisa Monte foi a banda sonora da fase final da minha aulita . Foi tão fixe. A fazer ginástica no meu elemento preferido, água, com professore(s) para lá de simpático(s) e fazer o relaxamento ao som de MM deixou-me tão sossegadita. Não consigo explicar mas é das poucas cantoras que tem um efeito maravilhoso em mim. É um perfeito ansiolítico. Se o estado Zen existe é assim que eu fico. Hoje foi esta:

terça-feira, 14 de junho de 2011

A hora do silêncio

Existe um Decreto-Lei que regulamenta o horário dos períodos de ruído, ou seja, limita as horas em que se pode fazer (e ouvir) ruídos. Normalmente associamos esse Decreto-Lei ao "barulho das obras" e quando um vizinho nosso faz obras sacamos logo do conhecimento e dizemos "mas só pode fazer até determinada hora". E depois ficamos sempre à espera que o mesmo meta a pata na poça e ameaçamo-lo com a legislação. Já aconteceu comigo. Em ambos os sentidos. Já fui a vizinha das obras e já fui a vizinha do Decreto-Lei. E tive de o ler.
Hoje, ao meu serão, tenho estado a tentar-me recordar do que li. Gente a falar [muito] alto, televisões com o som [quase] no máximo não fazem parte de nenhum artigo. Se fizessem, hoje era outra vez a vizinha do Decreto. É que estou aqui no sossego do meu lar e ouço os diálogos todos da(s) telenovela(s). Não sei qual. Deve ter entrado água nos ouvidos da minha vizinha. De vez em quando acontece-lhe. Para além da falta de silêncio, a minha vizinha de baixo pensa sempre que sou eu. Ainda assim prefiro sofrer de má reputação do que por causa de barulho.
Ai se um dia destes me dá para me vingar...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Miscelânea ética

Não sei bem o que lhe hei-de chamar. Mas palavra que acho piada, são cenas giras.
O Futuro Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, não quis debater nas televisões com um seu concorrente, O Dr.Garcia Pereira. Não se sabe exactamente quais foram os motivos, o PSD alegou falta de tempo, mas a mim ninguém me tira da cabeça que o facto do Dr.Garcia Pereira ser advogado do Dr.Pedro tem algo a ver... Eu teria gostado de ver.
As declarações da Dra.Ana Gomes sobre o Dr.Paulo Portas levaram o mesmo a recorrer ao seu advogado para análise das mesmas e ver se existe matéria de facto. E quem é o advogado do Dr.Paulo Portas, esse mesmo, o Dr.Garcia Pereira.
Fico confusa. Para governar o país este senhor, o Dr.Garcia, debateu-se por ideologias opostas às dos seus clientes e contra os mesmos. Agora no que diz respeito a defendê-los, as ideologias políticas vão à vida dando lugar às ideologias monetárias. Este Dr.Garcia Pereira deixa-me baralhada. Primeiro não entendo porque é que desde pequena o vejo a candidatar-se seja a que cargo for. Depois porque é de um partido um bocado demais à esquerda ideologicamente e demasiado à direita profissionalmente. Será ingenuidade minha mas é possível existir compatibilidade? É possivel ter-se o coração à esquerda e a carteira à direita? Se calhar sou eu a embirrar.
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Adenda:
Quero retratar-me e pedir desculpa ao Dr.Garcia porque fiquei hoje a saber que o Dr.Não aceitou ser o advogado do Dr.Paulo. Fui precipitada, é certo, julguei o senhor antecipadamente, isso é feio. Há noticias que se digerem primeiro. Não foi o caso. Os jornalistas também não ajudaram. Deram logo como certo.
As minhas desculpas Dr.Garcia, o senhor é um homem vertical.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Afinal o que é que se passa??

Há pouco mais de 48h atrás estava a trabalhar precisamente onde estou agora, fazia calor, janela aberta, a apreciar a vista. Hoje, o único factor comum é que estou a trabalhar. Janela aberta nem pensar. Mais, tive de ir ao armário buscar uma mantinha (leve é certo) para por nas pernas porque não se aguenta o frio. O que é isto? Não estou para me sujeitar a estas variações térmicas. Dois, três graus ainda se aguenta, 10 graus nem pensar. Uma pessoa já tem de lidar com uma série de contratempos, Internet lenta, falta de inspiração, vontade de comer a cada três/quatro linhas de texto e agora mais esta do frio.
Para a semana estou a queixar-me do calor, já imagino, vai estar um calor insuportável. Estamos na era do 8-80, preto-branco. Não há cá meias medidas!

sábado, 4 de junho de 2011

Sufjan Stevens - O [desconcertante] Concerto

Quase tudo o que aconteceu no dia 31 de Maio no Coliseu dos Recreio eu não estava à espera. O que estava à espera era de Sufjan Stevens e as suas belíssimas músicas. Mas não foi só isso que aconteceu, embora esses sejam os ingredientes necessários e suficientes para um concerto. Só que o que Sufjan Stevens nos trouxe não foi só um concerto. Foi mais. Já esperava que fosse [muito] bom porque adoro a voz dele, as letras das músicas, a sonoridade. Se tivesse que escolher uma só palavra para o descrever escolheria Inesperado. Se pudesse escolher duas escolheria maravilhosamente inesperado ou surpreendentemente inesperado. Foi, realmente, um concerto diferente. Não foi só música. Foi muita luz,um espectaculo de côr, foi teatralizado. Ele colocava "adornos" de acordo com a mensagem que queria passar. As Músicas passavam de susurradas a apoteóticas. Os meus olhos poucas vezes se desviaram do palco. Gostei de todas as músicas. Do Último albúm, The Age of Adz, talvez (não consigo decidir) a minha preferida tenha sido I Walked. Tem uma letra lindíssima e ao vivo é brilhante:

(...)Lover, will you look at me now?
I'm already dead to you
But I'm inclined to explain
To you what I could not before
Whatever you didn't do, what you couldn't say
I am sorry that the worst has arrived
For I deserve more
For at least I deserve the respect of a kiss goodbye(...)

Depois do encore, que verdade seja dita demorou muito apesar de ter percebido porquê, o senhor foi trocar de "personagem". Trocou de roupa e apareceu para aquilo que, convencionalmente, é um concerto normal. Só que nem no encore foi normal. Tocou três musicas do lindíssimo Illinoise, a última, a mais conhecida, terminou o concerto desta forma ESPETACULAR:

E ficava aqui toda a noite a falar do concerto e a por videos. Mas fica a lembrança. A lembrança de mais uma noite de música ( e não só) magnífica. Quem te viu Sfujan, com aquela cara de menino do coro, jamais podia imaginar a metamorfose que se passou em palco. Como é bom ser surpreendida!

Irrita...

Este post vem a propósito do magnífico concerto que fui ver a 31 de Maio. Apenas o faço separadamente porque cenas más não são para escrever conjuntamente com a minha opinião ao concerto. E quais foram as coisas más? A primeira não me permitiu desfrutar do concerto da sua plenitude. Não é só nestas situações que isto acontece. É o maldito exagero do ar condicionado. Passei duas horas e meia a tiritar, os ossinhos doíam-me todos. Dez minutos de ar condicionado têm o mesmo efeito em mim do que um litro de água. E mais não digo!
Agora a audiência. Meus caros, os cantautores, não se limitam a debitar músicas, um "boa noite Lisboa" e um "obrigada" para agradar à plateia. Eles gostam muito de falar. Explicam a música, o que os levou a compor aquela(s) música(s), contam histórias. Conversam. E ainda bem. Foi por terem esta característica que passei a gostar mais dos que vi e ouvi. Por isso, é de muito mau tom, é de mau gosto, mandar calar um músico com um "cala-te e canta". É que quem fez isso (foram muito poucas pessoas felizmente) não só não respeitaram os músicos como também não respeitaram os seus pares que queriam ouvir o que o senhor tinha para nos dizer. Se é só para ouvir música, comprem o(s) albúm(s) e fiquem em casa a ouvir. Também já se vendem uns DVD's com actuações ao vivo muito bons. E assim não chateiam.
Outra coisa, sejam mais comedidos a bater palmas. Às vezes parece que a música acabou mas não, o artista está a esmerar-se para ter um final da interpretação apoteótico que é estragado pelo bater antecipado de palmas.

E agora O Concerto...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Devaneios

Não tenho aspirações de poder, mas gostava de mandar só uma vez (de vez em quando) para poder instituir algumas regras e até Leis. Munida dos devidos poderes regulamentava o acesso à hora da sesta. Proponho uma dissertação sobre o tema. Eu voluntario-me para ser o case study.
Se eu pudesse dormir, vá lá, 30 minutos que fossem, conseguiria ser mais produtiva do que não o podendo fazer. Já me conheço, quando este sono se me desponta não há nada a fazer, os meus índices de produtividade vêm por ai abaixo. se me fosse oferecida a possibilidade de eu poder dormir um pedaço, a seguir trabalhava como se não houvesse amanhã. A empresa é que perde. Falta de visão de Liderança, é o que é!
Tenho de ir, vou descansar um bocado (I Wish) mas volto logo porque tenho mais duas cenas para falar. Um desabafo e o relato de uma cena MAGNÍFICA.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Até tem alguma piada mas...

Salvo honrosas excepções, a banda sonora do meu trabalho tem sido música. A música não só não me desconcentra como me dá um "empurrão" e dos fortes. Hoje, liguei a televisão, pus na RTP1 e aí ficou. Sentei-me frente ao computador, a TV com som mas eu dei-lhe um snob desprezo, que é como quem diz, nem ouvia o que se passava. Até tive pena porque fiquei sem saber qual foi a pergunta-que-só-por-milagre é que se sabe e só se acerta por sorte no quem quer ser milionário. Só tenho paciência mesmo de ouvir as últimas perguntas e ver se o concorrente ganha alguns trocos que mereçam a pena para me ficar a roer de inveja. Pois até isso me passou. Mas, estranhamente, e vá-se lá perceber estes mistérios da mente, apercebi-me dos anúncios do intervalo e no fim do programa e ainda bem. São giros, no intervalo ouvi: "Para votar na sardinha assada ligue 760302718. Vote já e descubra a que sabe Portugal". No final do concurso foi: "Para votar no Pudim Abade de Priscos ligue 760302721. Vote já e descubra a que sabe a Portugal" Ontem tinha ouvido, assim de relance, "... vote no arroz de marisco, ligue..". Confesso que ouvir estes anúncios assim do nada até tem alguma piada mas de repente, lembrei-me que a TV estava com som, pus no mute, e fui ouvir um CD que ganhei de prenda ontem do meu brother, é bonito e muito mais apropriado para estudar. É o Ramy Shand. O albúm é todo muito bom, recomendo para uma noite de verão, só ouvir a música, uma ligeira brisa. Na falta, para estudar/trabalhar também é boa companhia. As minhas músicas preferidas variam entre "Rocksteady" e "Take a message". E ele é giro, tem muita pinta! Pena que faça pouca música.

E eu vou votar no Pastel de Belém. Só estou à espera do anúncio para saber o número de telefone. E descubro a que sabe Portugal.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Feel good Song...

Ou música para se ouvir quando se conduz e ajuda a chegar a casa bem disposta! Andava atrás dela há algum tempo. Hoje recebi um mail cujo assunto era DESCOBRI! tinha o link para esta música, e dizia não precisa agradecer! R. Opá R, como agradeço, sabes que eu gosto disto, já me imaginaste nos meus intervalos a descontrair com este som? É orelhuda!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Efeméride

Faz hoje um ano que conheci um bombeiro muito simpático e querido (entre outros adjectivos). E conheci-o por causa da visita a Portugal de sua Santidade Bento XVI. Estranha a relação Bombeiro-Papa? Nem por isso. Se o Papa não tivesse vindo a Portugal, não tivesse celebrado uma missa e se a minha vizinha do lado não tivesse ficado em casa a assistir, com um cenário à altura, que é como quem diz, com velas, eu nunca teria conhecido o bombeiro. Ao que parece, a minha vizinha quando acabou a missa foi-se deitar mais o seu netinho e não apagou as velas. Resultado, acordaram dentro de uma ambulância e sem casa. Por pouco não aconteceu o mesmo à minha, a prova disso é que fui expulsa de casa. E por quem? pelo Bombeiro. O mesmo que depois me levou também para a ambulância, me trouxe a casa e ainda brincou comigo. Relativizou a situação. E ainda bem, como lhe agradeço. Mas foi um valente susto que ainda não esqueci. E ao bombeirinho também não!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Gosto tanto de pessoas perspicazes

Hoje aproveitei a hora de almoço para fazer daquelas rotinas às quais nós mulheres dificilmente escapamos. Fui pela segunda vez seguida ao mesmo sítio. Ultimamente tenho andado saltitante e esquisita mas, ao que parece, lá acertei.
Não é propriamente a rotina mais prazerosa a que me submeto mas é inevitável. Lá fui, lá me submeti aos rituais iniciais, quando a senhora que estava a tratar da minha beleza me disse: "A sua cara não me é estranha". Eu disse-lhe, vim cá há pouco tempo, talvez seja por isso que se lembra, e ao mesmo tempo perguntei, ou é por causa das caretas que faço (faço tantas!!!!) que se lembra da minha cara? e ela respondeu, estão preparados? Não, eu fixei a sua cara porque você tem um ar muito meigo (sic)!
Pois é, não estou a inventar! Foi verdadinha, e foi sincero... foi sim senhora!
Depois disso fiquei tão tranquila, ou foi do sono ou lá o que foi, que até dormi!
Adoro aquela senhora!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Amor à primeira escuta

A primeira música ouvi quando estava a trabalhar em casa. Foi impossivel não lhe prestar atenção. Fui ver a letra e não é exactamente do tipo "feel good song" , mas gostei logo assim que a ouvi. É Catchy!
"Sadness Is A Blessing" by Lykke Li

(..)Sadness is a blessing
Sadness is a pearl
Sadness is my boyfriend
Oh, sadness I'm your girl (...)
(a música só começa ao minuto 1'55'')
O segundo amor à primeira escuta, ia eu a conduzir e, desde então, cada vez que a ouço is a blessing too.
"Representing Memphis" by Booker T. Jones, featuring Matt Berninger of The National and Sharon Jones.

sábado, 7 de maio de 2011

Tive tanto medo...

Quando se conjugam estes factores, Sexta-feira, muito trabalho, necessidade de concentração absoluta, gosto de ir trabalhar mais cedo. Gosto de começar a trabalhar antes dos meus colegas. Quando eles chegam já estou concentrada e consigo abstrair-me completamente dos disparates que vão dizendo à medida que vão chegando e porque às vezes tenho uma necessidade enorme de trabalhar sozinha. Eu, trabalho e música. Só posso pôr musica ambiente quando estou sozinha. Caso contrário entra a censura e os Velhos do Restelo em acção. E foi assim que ontem lá fui trabalhar mais cedo. Não muito mais cedo porque só estive sozinha meia-hora, o suficiente para me entregar de alma e coração ao trabalho e abstrair-me dos rituais descritos como típicos de função pública (não querendo ferir susceptibilidades, não sou eu que o digo). Voltando ao tema, estava em plenas funções quando entra pela minha sala a dentro uma colega com os decibéis muito mais altos do que eu consigo aguentar àquela hora da manhã (ou a qualquer outra hora), escandalizada porque ouviu nas notícias que "O Sócrates vai à frente do Pedro Passos Coelho nas sondagens, já viste o escândalo? os Portugueses são mesmo estúpidos". Fiquei tão surpreendida (assustada), não pela noticia mas pela forma como ela me foi veiculada. Apre. Depois da perplexidade, respondi-lhe com uma expressão que qualquer ser minimamente perspicaz teria percebido que eu não queria dar continuidade à conversa. Venha o diabo e escolha, respondi. Não sabes o que dizes, tu não estás bem, foi a réplica. Hesitei em continuar a conversa. Precisava (e queria) mesmo de trabalhar. Mas como não sou um ser amorfo, irritou-me estarem aos gritos a chamarem-me maluca logo de manhã, ainda por cima quando eu precisava desesperadamente de sossego. Foi um autêntico tiro no pé, quanto mais eu falava mais a senhora gritava. Houve uma altura em que se debruçou sobre o monitor do meu computador, ficou tão perto de mim, chispava de tal forma que eu fiquei com muito, muito medo. E tudo isto porque a senhora não sabe ouvir e só porque eu disse que estávamos sem alternativa política, achou naquela cabecinha que eu defendia acerrimamente o ministro demissionário. Eu não disse nada que identificasse a minha ideologia política, eu não disse qual era a minha intenção de voto, não defendi nenhum politico em particular, apenas acusei todos em geral. Eu queria era despachar o assunto. Eu já nem falava e a senhora continuava a gritar. O meu medo foi substituído por pena. Pena do Marido, dos filhos, dos vizinhos. Ganhei uma inimiga que só continuou a ser simpática comigo porque lhe sou a gaja que lhe pago a tempo e a horas. Se o Actual ministro em gestão ganha as eleições temo pela minha vida. Ou não vou trabalhar dia 06 de Junho, ou levo uns tampões para os ouvidos. foi insuportável. Esta gente que tem a mania que devemos ser marionetas das suas verdades irritam-me sobremaneira. Discutir politica ou qualquer outro assunto com aquela senhora, jamais em tempo algum. Hei-de arranjar uma saída airosa. E logo no dia em que me apetecia trabalhar! Ele há gente...

sábado, 30 de abril de 2011

Futilidades & Protocolos (ou vice-versa)

Nesta semana em que fiquei em casa para trabalhar (ou fiquei a trabalhar em casa?) não acendi a televisão. Uma espécie de penitência a que me submeti. Contudo, resolvi abrir uma excepção. Fazia o intervalo para almoço às 13h para ouvir as notícias (mais outra penitência). Apesar de tudo não gosto de me afastar do que se vai passando, da realidade. Lá espreitava o Jornal da Tarde, na RTP1. Tentava adivinhar o alinhamento, e não é que, mais coisa menos coisa, lá conseguia? Ontem, lá repeti a rotina. Bati um recorde! Ao minuto 21' carreguei no botão vermelho do comando. E mesmo assim foram 21' porque a incredulidade me petrificou e nem a mãozinha conseguia mexer. O alinhamento foi: casamento Real, Liga Europa, Casamento Real e depois não sei. Para começar custa-me a aceitar que se desloquem jornalistas da chamada "primeira linha" para cobrir em directo o casamento. Deve ser caro, não? Depois a qualidade do jornalismo(?). Foi confrangedor ouvir o João Adelino Faria. Para além de todo o exagero, as patacoadas que o senhor disse! No Jornal da tarde, o jornalista enviado especial para cobrir o evento, disse: "(...)impressionante, é uma moldura humana (...) e mostra como toda esta gente está aqui para apoiar a monarquia, não para ver o casamento ou o vestido da noiva, isso podiam ver em casa (...)". João, acreditas mesmo nisso? E seguiu (não sei se estão preparados): "Este casamento é o inicio de uma nova era para a monarquia, a monarquia das redes sociais, a monarquia do príncipe e da princesa que podem ser rei e rainha do Reino Unido no inicio deste século e são os reis do próximo século." João, está bem que a esperança média de vida está a aumentar mas reis neste e no próximo século? não percebi muito bem o que querias dizer. Tudo isto aconteceu,sensivelmente, entre os minutos 15'18'' e 15'50''. É pouco tempo, e vale bem a pena ouvir. Mas continuou. Só que não fiquei a ver. Perdi o melhor, o beijo protocolar. Fartei-me de ouvir disparates e já estava com saudades de ouvir música e off. Quanto ao beijo na varanda, esse do protocolo, não me safei de o ver, não pude nem sequer muda de canal, quanto mais desligar. Estava a jantar em casa dos meus pais e, para o patriaca da familia, assistir "às noticias" também faz parte do protocolo desde que me conheço por gente. E lá jantámos tendo o Telejornal como banda sonora. A noticia dos príncipes quebrarem o protocolo e em vez de um beijo à varanda darem dois (escândalo) foi relatada pelo José Rodrigues dos Santos, com aquele ar muito expressivo, (13'30'') e entra a reportagem, é obrigatorio ouvir, com especial atenção ao tom de voz (13'50''): "(...)a plebe comportou-se como plebe e os príncipes como príncipes. E foi assim que começaram as pérolas jornalisticas. "(...)Kate e William acenaram, depois chegaram as criancinhas e o resto da familia(...)". O primeiro beijo aconteceu ao minuto 14'18'': " O contacto foi breve é certo, menos de um segundo,chocho diriam alguns(...)". O segundo beijo aconteceu logo depois(14'43''): "(..)foi mais longo e visivelmente mais intenso, dirão as más linguas(...)". Os momentos dos beijos são repetidos em slow motion, acaba a reportagem e entra o enviado especial, o João. E o pior aconteceu (17'12"), o senhor jornalista confundiu a palavra preparativos com preservativos: "(...)e para que tudo acontecesse foram necessários muitos e muitos preservativ..ãh preparativos(...)".
Foi então que fingi que estava com muita pressa, quebrei o protocolo e me levantei da mesa. Mas teve mesmo de ser, já não se aguentava. O telejornal até incluiu um peça onde estilistas portugueses comentavam o vestido da noiva.
Ontem a palavra crise foi substituida por conto de fadas!
Ontem o Jornalísmo foi substituido por um [quase] reality show!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Don't give up...

...and I won´t! Era sem dúvida a solução mais fácil e ainda para mais era legítima! Dizem... O meu orientador apresentou-me duas soluções, adiar ou ir trabalhando o que conseguir, um bocadinho todos os dias. Pois eu não quero que me legitimem nenhuma solução fácil. Não quero desistir. Já me conheço, iria ficar sinceramente frustrada. Felizmente tenho sido privilegiada no apoio. Orientador, colegas, amigos, irmão. Ainda acreditam em mim (?!). E cá estou eu a não desistir. A gozar umas mini-férias onde o tempo é repartido entre descanso, escrita, escrita e família. Sentada na minha mesa no conforto do lar, trabalho tendo como pano de fundo o azul, o azul das (algumas) minhas paredes, o azul do rio e o azul do céu. E é bom, sabe-me bem. não me custa. Estranhamente faz-me sentir uma sensação de liberdade. Não sei se terei de enfrentar um ou outro percalço, mas por agora vou continuar. E vou acabar. A tempo!
Reproduzo aqui parte de uma letra da música do Peter Gabriel, Don´t give up:
"don't give up 'cos you have friends don't give up you're not beaten yet don't give up I know you can make it good (...)
rest your head you worry too much it's going to be alright when times get rough you can fall back on us don't give up please don't give up"
O vídeo é uma versão do original interpretada por Peter Gabriel e Kate Bush, com interpretações excelentes do Bono e Alicia Keys (com ligeiras alterações/adaptações da letra):

terça-feira, 26 de abril de 2011

Patrick Watson já cá canta (cantou)

E como cantou! foi assombroso. Muito bonito. A voz dele. A voz dele e o piano. A voz dele e a banda. A voz sussurrada, emocionada, improvisada, apoteótica. Nada a apontar à banda. Músicos muito bons. Estiveram em palco músicos Portugueses, três, violinos e contrabaixo. Existia uma perfeita harmonia e cumplicidade entre o músico e a sua banda. Patrick é um excelente músico, com um aprumado sentido de humor. É tão divertido e dono de uma invejável gargalhada. Interactivo com o público. E quando assim é, impossível ficar indiferente. Foi [mais um] maravilhoso salto no escuro. Estar sentada confortavelmente na Aula Magna, acompanhada de um exímio apreciador e conhecedor de música, a ouvir Patrick Watson, num silêncio [quase, quase...] perfeito entre ele e o público, fizeram da minha noite de Segunda-Feira, 25 de Abril de 2011, uma excelente noite. Passou muito rápido. Não houve uma música que me deixasse indiferente. Este vídeo é, possivelmente, o que melhor ilustra o que se passou, grande momento:
Patrick Watson disse, no inicio do concerto, que iria tocar algumas das músicas novas. Rematou com a seguinte frase, que me fez esboçar o primeiro sorriso e da qual gostei muito por poder ser transposta para o nosso dia-a-dia: " If you don't like, just be nice". Gostámos Patrick. E fomos simpáticos, tu mereceste!
E foi assim!

domingo, 24 de abril de 2011

Proponho...

Que em vez de se fazerem manifestações a reivindicar seja o que for, em alternativa se façam flashmobs como este, ou parecido, também serve. As manifestações contra a precariedade, etc, não dão em nada. Resultado, frustram! O sentimento de frustração não é bom. Não faz bem à auto-estima. Já este tipo de flash mob, divertidíssimo, imagino que crie uma boa disposição em quem nele participa ou apenas vê. Boa disposição é o que se precisa para nos tornarmos optimistas. É que é só com optimismo que nos tornarmos pro activos e resilientes. Não é com frustração. Pessoal do facebook, organizem uma cena destas, criem um movimento "Flashmob 01 Maio" que eu alinho! A sigla pode ser FM01M.
Já consigo imaginar a Avenida da Liberdade ou Alameda cheia de gente feliz a dançar em vez de envergarem cartazes de protesto.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Hoje ouvi uma boa noticia no telejornal. É mesmo Verdade!

Pelo menos para mim e, penso que para o meu irmão também. Mas foi preciso ver o telejornal todo (modéstia à parte é preciso coragem) para saber desta boa noticia. Estava a ver uma deliciosa peça jornalística sobre gémeos (tema que vá-se lá saber porquê me chama sempre a atenção) quando ouvi :"cientistas do comportamento afirmam que quem tem um irmão gémeo não sente solidão existencial, está sempre acompanhado de alguém que o ajuda a encontrar soluções para os problemas" (ver a partir dos 11:40 minutos). Disse o Senhor, o cientista, que os gémeos têm uma radar muito sensível às emoções um do outro.
Pois é mano, podemos ter vários problemas mas da solidão estamos safos. Vês como afinal serves para mais coisas para além de me comprares (e pagares!!!) livros e CD's?? Desculpa, deve ser do radar sensível...