sábado, 30 de abril de 2011

Futilidades & Protocolos (ou vice-versa)

Nesta semana em que fiquei em casa para trabalhar (ou fiquei a trabalhar em casa?) não acendi a televisão. Uma espécie de penitência a que me submeti. Contudo, resolvi abrir uma excepção. Fazia o intervalo para almoço às 13h para ouvir as notícias (mais outra penitência). Apesar de tudo não gosto de me afastar do que se vai passando, da realidade. Lá espreitava o Jornal da Tarde, na RTP1. Tentava adivinhar o alinhamento, e não é que, mais coisa menos coisa, lá conseguia? Ontem, lá repeti a rotina. Bati um recorde! Ao minuto 21' carreguei no botão vermelho do comando. E mesmo assim foram 21' porque a incredulidade me petrificou e nem a mãozinha conseguia mexer. O alinhamento foi: casamento Real, Liga Europa, Casamento Real e depois não sei. Para começar custa-me a aceitar que se desloquem jornalistas da chamada "primeira linha" para cobrir em directo o casamento. Deve ser caro, não? Depois a qualidade do jornalismo(?). Foi confrangedor ouvir o João Adelino Faria. Para além de todo o exagero, as patacoadas que o senhor disse! No Jornal da tarde, o jornalista enviado especial para cobrir o evento, disse: "(...)impressionante, é uma moldura humana (...) e mostra como toda esta gente está aqui para apoiar a monarquia, não para ver o casamento ou o vestido da noiva, isso podiam ver em casa (...)". João, acreditas mesmo nisso? E seguiu (não sei se estão preparados): "Este casamento é o inicio de uma nova era para a monarquia, a monarquia das redes sociais, a monarquia do príncipe e da princesa que podem ser rei e rainha do Reino Unido no inicio deste século e são os reis do próximo século." João, está bem que a esperança média de vida está a aumentar mas reis neste e no próximo século? não percebi muito bem o que querias dizer. Tudo isto aconteceu,sensivelmente, entre os minutos 15'18'' e 15'50''. É pouco tempo, e vale bem a pena ouvir. Mas continuou. Só que não fiquei a ver. Perdi o melhor, o beijo protocolar. Fartei-me de ouvir disparates e já estava com saudades de ouvir música e off. Quanto ao beijo na varanda, esse do protocolo, não me safei de o ver, não pude nem sequer muda de canal, quanto mais desligar. Estava a jantar em casa dos meus pais e, para o patriaca da familia, assistir "às noticias" também faz parte do protocolo desde que me conheço por gente. E lá jantámos tendo o Telejornal como banda sonora. A noticia dos príncipes quebrarem o protocolo e em vez de um beijo à varanda darem dois (escândalo) foi relatada pelo José Rodrigues dos Santos, com aquele ar muito expressivo, (13'30'') e entra a reportagem, é obrigatorio ouvir, com especial atenção ao tom de voz (13'50''): "(...)a plebe comportou-se como plebe e os príncipes como príncipes. E foi assim que começaram as pérolas jornalisticas. "(...)Kate e William acenaram, depois chegaram as criancinhas e o resto da familia(...)". O primeiro beijo aconteceu ao minuto 14'18'': " O contacto foi breve é certo, menos de um segundo,chocho diriam alguns(...)". O segundo beijo aconteceu logo depois(14'43''): "(..)foi mais longo e visivelmente mais intenso, dirão as más linguas(...)". Os momentos dos beijos são repetidos em slow motion, acaba a reportagem e entra o enviado especial, o João. E o pior aconteceu (17'12"), o senhor jornalista confundiu a palavra preparativos com preservativos: "(...)e para que tudo acontecesse foram necessários muitos e muitos preservativ..ãh preparativos(...)".
Foi então que fingi que estava com muita pressa, quebrei o protocolo e me levantei da mesa. Mas teve mesmo de ser, já não se aguentava. O telejornal até incluiu um peça onde estilistas portugueses comentavam o vestido da noiva.
Ontem a palavra crise foi substituida por conto de fadas!
Ontem o Jornalísmo foi substituido por um [quase] reality show!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Don't give up...

...and I won´t! Era sem dúvida a solução mais fácil e ainda para mais era legítima! Dizem... O meu orientador apresentou-me duas soluções, adiar ou ir trabalhando o que conseguir, um bocadinho todos os dias. Pois eu não quero que me legitimem nenhuma solução fácil. Não quero desistir. Já me conheço, iria ficar sinceramente frustrada. Felizmente tenho sido privilegiada no apoio. Orientador, colegas, amigos, irmão. Ainda acreditam em mim (?!). E cá estou eu a não desistir. A gozar umas mini-férias onde o tempo é repartido entre descanso, escrita, escrita e família. Sentada na minha mesa no conforto do lar, trabalho tendo como pano de fundo o azul, o azul das (algumas) minhas paredes, o azul do rio e o azul do céu. E é bom, sabe-me bem. não me custa. Estranhamente faz-me sentir uma sensação de liberdade. Não sei se terei de enfrentar um ou outro percalço, mas por agora vou continuar. E vou acabar. A tempo!
Reproduzo aqui parte de uma letra da música do Peter Gabriel, Don´t give up:
"don't give up 'cos you have friends don't give up you're not beaten yet don't give up I know you can make it good (...)
rest your head you worry too much it's going to be alright when times get rough you can fall back on us don't give up please don't give up"
O vídeo é uma versão do original interpretada por Peter Gabriel e Kate Bush, com interpretações excelentes do Bono e Alicia Keys (com ligeiras alterações/adaptações da letra):

terça-feira, 26 de abril de 2011

Patrick Watson já cá canta (cantou)

E como cantou! foi assombroso. Muito bonito. A voz dele. A voz dele e o piano. A voz dele e a banda. A voz sussurrada, emocionada, improvisada, apoteótica. Nada a apontar à banda. Músicos muito bons. Estiveram em palco músicos Portugueses, três, violinos e contrabaixo. Existia uma perfeita harmonia e cumplicidade entre o músico e a sua banda. Patrick é um excelente músico, com um aprumado sentido de humor. É tão divertido e dono de uma invejável gargalhada. Interactivo com o público. E quando assim é, impossível ficar indiferente. Foi [mais um] maravilhoso salto no escuro. Estar sentada confortavelmente na Aula Magna, acompanhada de um exímio apreciador e conhecedor de música, a ouvir Patrick Watson, num silêncio [quase, quase...] perfeito entre ele e o público, fizeram da minha noite de Segunda-Feira, 25 de Abril de 2011, uma excelente noite. Passou muito rápido. Não houve uma música que me deixasse indiferente. Este vídeo é, possivelmente, o que melhor ilustra o que se passou, grande momento:
Patrick Watson disse, no inicio do concerto, que iria tocar algumas das músicas novas. Rematou com a seguinte frase, que me fez esboçar o primeiro sorriso e da qual gostei muito por poder ser transposta para o nosso dia-a-dia: " If you don't like, just be nice". Gostámos Patrick. E fomos simpáticos, tu mereceste!
E foi assim!

domingo, 24 de abril de 2011

Proponho...

Que em vez de se fazerem manifestações a reivindicar seja o que for, em alternativa se façam flashmobs como este, ou parecido, também serve. As manifestações contra a precariedade, etc, não dão em nada. Resultado, frustram! O sentimento de frustração não é bom. Não faz bem à auto-estima. Já este tipo de flash mob, divertidíssimo, imagino que crie uma boa disposição em quem nele participa ou apenas vê. Boa disposição é o que se precisa para nos tornarmos optimistas. É que é só com optimismo que nos tornarmos pro activos e resilientes. Não é com frustração. Pessoal do facebook, organizem uma cena destas, criem um movimento "Flashmob 01 Maio" que eu alinho! A sigla pode ser FM01M.
Já consigo imaginar a Avenida da Liberdade ou Alameda cheia de gente feliz a dançar em vez de envergarem cartazes de protesto.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Hoje ouvi uma boa noticia no telejornal. É mesmo Verdade!

Pelo menos para mim e, penso que para o meu irmão também. Mas foi preciso ver o telejornal todo (modéstia à parte é preciso coragem) para saber desta boa noticia. Estava a ver uma deliciosa peça jornalística sobre gémeos (tema que vá-se lá saber porquê me chama sempre a atenção) quando ouvi :"cientistas do comportamento afirmam que quem tem um irmão gémeo não sente solidão existencial, está sempre acompanhado de alguém que o ajuda a encontrar soluções para os problemas" (ver a partir dos 11:40 minutos). Disse o Senhor, o cientista, que os gémeos têm uma radar muito sensível às emoções um do outro.
Pois é mano, podemos ter vários problemas mas da solidão estamos safos. Vês como afinal serves para mais coisas para além de me comprares (e pagares!!!) livros e CD's?? Desculpa, deve ser do radar sensível...

domingo, 20 de março de 2011

Mad world

Ouço o telejornal. Guerra,Líbia, Kadhafi. Japão, desastre nuclear. Panorama internacional Aterrador. Hora das noticias nacionais. PEC 4. Ameaça de crise política. Eleições antecipadas. Ameaça de um novo governo Passos Coelho-Paulo Portas. Medo, muito medo. Vou apagar a televisão. Vou fugir da realidade. Por umas horas, uns instantes. Vou ouvir música. Mad World - Gary Jules
O original desta música pertence aos Tears for Fears, é de 1983! (com letra):

terça-feira, 8 de março de 2011

Ele há cada uma...

Já não tivesse motivos mais do que suficientes para não gostar do Inverno, chuva, frio, agora, não sei se fruto do aquecimento global, eis que temos as "pancadas". Sejam elas pancadas ou pancadas esparsas. Por outro lado, não deixa de ser curioso a previsão dos dias em que ocorrem pancadas. Se bem que acho que até nesta previsão os meteorologistas falham. Pancadas há todos os dias, agora na previsão meteorológica...
Atenção, amanhã pancadas à tarde! Para as pancadas proteger com o chapéu-de-chuva mas fechado!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Estou tramada...

De uma assentada fiquei a saber de três concertos. Não são uns concertos quaisquer, são de presença obrigatória. O problema é que tenho de decidir agora o que implica um gasto overbudget. Mas o que fazer? Perder a oportunidade, quem sabe única, de ver ao vivo músicos que adoro? A saber, Patrick Watson, Aula Magna, 25 de Abril.Sufjan Stevens, Coliseu dos Recreios, 31 de Maio. Por fim, Mayer Hawthorne, no Cool Jazz Fest, Cascais, e como vem sendo hábito dia 07 e de que mês?? mês 07!!!! Deixo aqui alguns dos motivos pelos quais não posso faltar.
Patrick Watson vai ser mais uma descoberta, conheço apenas duas, três músicas mas gosto muito da voz. Comentei há poucos dias, quando passava uma música do seu novo disco na rádio, que gostava muito de o ver ao vivo. Sufjan Stevens já é um "velho" conhecido. Ainda não ouvi o novo álbum. Mas já vem a caminho. Do álbum Illinoise: Do último álbum, The Age of Adz, esta bela surpresa:
Meu companheiro de viagem desde o Natal, ansiolítico para as filas de trânsito, ajuda ao regresso a casa, é o (único) álbum de Mayer Hawthorne, A Strange Arragement. Muito bonito. Estas duas músicas são irresistíveis:

Qual escolher? E porque oportunidades destas não hão-de haver muitas vezes, não escolho um, escolho todos! Voltarei para contar como foram!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

E por falar em sete...

Depois da eleição das Sete Maravilhas de Portugal em 2007 (outra vez o 7???), foram eleitas no ano passado as Sete Maravilhas Naturais. Aquando a primeira eleição era de prever que a eleição ficasse por ai. Mas não, teve sequelas. Foi então que vieram as Sete Maravilhas Naturais. Na primeira eleição as Maravilhas eleitas foram todas edificadas. Provavelmente estariam já a pensar "embora lá esticar isto e de vez em quando fazer uma gala". Digo eu. Sinceramente, não tenho nada contra, acho até que deviam de ser mais de sete, temos beleza natural e edificada absolutamente fantásticas. Agora quanto à eleição das Sete Maravilhas da Gastronomia a minha opinião já não se mantém. Não tenho dúvida quanto à qualidade da gastronomia do nosso país. Mas daí a eleger as Sete Maravilhas da Gastronomia... Já tem símbolo e tudo. É uma Couve Portuguesa em jeito de prato. Vão ser agrupadas em várias categorias: entradas, sopas, marisco, peixe, carne, caça e doces. Já imagino os enchidos a degladiarem-se. A Sopa da Pedra e Caldo Verde terão concorrentes à altura? Certo é que o Bacalhauzinho há-de ser eleito, agora se é à Brás, à Gomes de Sá ou Cozido, não sei. E carne? será que vai haver lugar para os maravilhos pratos de Arroz de Cabidela, Dobrada, Mão-de-Vaca com grão? Alguém tem dúvidas que na categoria dos doces não vale a pena votar em nenhum? O pastel de (Belém) Nata já tem o seu lugar garantido como Maravilha da Gastronomia.
E depois? quais serão as Próximas Sete? Sete Maravilhas Vínicolas, era boa ideia, já agora.

Mais um [grande] concerto a dia 07

Ontem, 07 de Fevereiro, foi a vez da Banda de Seatle Band of Horses tocar na Aula Magna. Curiosa coincidência, os melhores concertos a que assisti em 2010 foram na Aula Magna e a dia 07! A lembrar, Rufus Wainwright a 07 de Maio, Andrew Bird a 07 de Outubro e a extraordinária surpresa e o melhor concerto de 2010 (desculpa Rufus...), os Broken Social Scene a 07 de Novembro. 2011 começou bem com Band of Horses a 07 de Fevereiro. Denominadores comuns: excelentes concertos, Aula Magna e dia 07! Fui mais uma vez mais à descoberta e não me arrependi. Conhecia no máximo meia-dúzia de músicas. Valeu a pena. Aqui fica um video de uma música muito bem tocada que pôs a Aula magna ao rubro:

sábado, 4 de dezembro de 2010

Gostos discutem-se!

Um dos métodos a que recorro para revivificar é passear por Lisboa. Adoro passear pelo centro da cidade, descer até ao rio e parar no Cais das Colunas. Gosto de descer a Rua Augusta, chegar à Praça do Comércio e ali ficar a olhar. Atravesso a Praça. Tem uma luminosidade muita bonita que, penso eu, em parte se deve à sua proximidade com o Rio.
Tenho muita pena que tenha estado tanto tempo em obras. Ainda há obras nas proximidades, ainda se vêem tapumes. Na praça, os senhores que mandam, acabaram as obras à pressa, acho que foi por causa de uma missa Papal. Vai daí, como era muito caro manter a belíssima Calçada à Portuguesa, encheram o piso de pedra mármore e lá ficaram escondidas aquelas belas figuras. Mas foi só de um lado, do lado onde foi preciso montar o palco para a tal missa, porque do lado oposto, os senhores que mandam, acharam que ninguém via, ou foi o mármore que não chegou, e lá ficou um pedaço de Calçada descoberto. Talvez esses senhores tivessem pensado, "embora lá deixar este bocado de Calçada à vista para as pessoas verem a porcaria que fizemos".

Como é que alguém pôde pensar que o mármore é mais bonito? Foi por ser uma solução mais barata? Não me parece! E não me parece porque uns meses depois, esses mesmos senhores que mandam, resolvem gastar dinheiro numa obra de arte que supostamente deveria tornar a Praça ainda mais bonita!

Num desses passeios, ao chegar à praça, deparei-me com um recipiente tamanho gigante, cor azul claro, que me fez lembrar uma piscina. Pareceu-me tão deslocado de tudo! feriu-me a vista, confesso. Um dia resolvi ir ver de perto, tentar descobrir o que era aquilo. Pois, ignorância minha, é uma obra de arte! Chama-se "Portugal a Banhos" e é da Joana Vasconcelos. Mas não gosto! Não fica bem, não fica a condizer e é feio! Costumo gostar do trabalho da artista, mas este e naquele lugar não gosto e irrita-me! Grave é que, para que a obra de arte se mantenha ali firme e hirta, é necessário uma estrutura de suporte horrorosa e isso também me enerva!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Guilty pleasures

Tenho um volume de trabalho que já não cabe na definição de razoável. Tenho também uma ou outra tafera-que-não-prazer que não podem ser adiadas. É sexta-feira. E eu desde as 9.30h que penso em sair daqui, acabar o que deixei por fazer em casa, dormir! Só penso nos meus edredons e no quão rápido eles aquecem. Penso ainda numa chavena deliciosa de chocolate quente. Em duas chávenas. Não param de me vir à cabeça os croissants da pastelaria mesmo aqui ao lado.
Pudesse eu ir, neste momento, para a minha maravilhosa e saudosa cama, com uma generosa chávena de chocolate quente e um croissant, vá lá, simples, e era de certeza uma pessoa muito feliz. Não podendo, vou continuar a trabalhar e ser uma pessoa responsável. Também é bom.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Nunca estou preparada

Existem realidades para as quais, por mais incontornáveis que sejam, nunca hei-de estar preparada!

(aqui)

Não sou pessoa para dedicar muito do meu tempo a dormir, felizmente não tenho necessidade de dormir muitas horas. Uma coisa é dormir, outra coisa é o abandono diário, brusco e violento, do conforto da minha cama. Chegado o mês de Novembro custa-me o abandono do Outono, outra área confortável. É difícil quando muda a hora, começo a pensar na proximidade do Inverno. Quando acordo uma hora, ou uns minutinhos que sejam, antes do despertador tocar, penso logo que ainda tenho mais um tempo antes de tomar a decisão definitiva para me levantar. Fico tão feliz. É o que penso antes da chegada do Inverno. Ainda falta uns dias, que bom. Mas é inevitável. E desconfortável. E não Gosto. Haverá cura?

domingo, 14 de novembro de 2010

Um dia volto a fazer uma caminhada... Ontem foi o dia!

Gosto muito de andar a pé pela cidade, ver pessoas, sítios, descobrir novos lugares, novos recantos. É bom e divertido embora não seja tão desafiante como passear pelo campo. Numa caminhada no campo não se pode desistir ao mínimo sinal de cansaço, é para levar até ao fim. Quando se parte para uma destas caminhadas, o percurso é previamente definido, quando vamos já sabemos ao que vamos. Não podemos voltar atrás, desistir. Por isso é mais desafiante do que caminhar na cidade. Na cidade podemos parar num café, apanhar um autocarro (ou outro meio de transporte) ao menor sinal de fraquejo das pernas. Gosto muito de fazer caminhadas. Daquelas caminhadas que nos põem em contacto com a natureza, daquelas que nos fazem sentir que estamos a ultrapassar obstáculos, daquelas que nos desafiam a chegar ao fim. Inspirar verde, terra molhada. Gosto das árvores, das folhas, das plantas, das flores. Gosto das pedras, gosto de cair, gosto de conseguir. Já tenho um currículo de caminhadas razoável. Por vários motivos estive mais de um ano sem as fazer. Não houve oportunidade. Mas sabia que ia voltar a fazer, e precisava! E esse dia foi ontem. E foi tão dificilmente divertida.
O percurso começou na Cidade Romana de Ammaia, situada no Parque Natural da Serra de S. Mamede, concelho de Marvão. O destino era o Castelo de Marvão. Do sítio onde começámos, olhei para o Castelo e pensei, mas como é que estando aqui vou (vamos) conseguir chegar lá cima! A meio do percurso alguém nos há-de vir buscar! pois...
A foto onde se vê (bem longe) o Castelo de Marvão foi tirada já depois de um/dois kilómetros do inicio da caminhada. E o zoom da máquina estava no máximo. Foi mesmo a pé que lá cheguei!

Entretanto, até lá chegar foi assim:

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

E a Aula Magna quase vinha abaixo...

... tal não foi o estrondoso concerto dos Broken Social Scene.
A insegurança do que não se conhece leva-nos apenas a movimentar em terrenos conhecidos. Não arriscamos e preferimos o que achamos que vai ser a receita do sucesso. Muita coisa pode passar-nos ao lado, se assim for. Era o que teria acontecido comigo caso não tivesse ido ver o concerto desta magnífica banda Canadiana. Normalmente, só vou a concertos de músicos que conheço. Mas as excepções foram verdadeiras surpresas. E Broken Social Scene foi mais uma. Conhecia apenas três, quatro músicas. Com o bilhete comprado há algum tempo, lá fui eu de mente aberta mergulhar no praticamente desconhecido. O meu irmão, fã da banda, estava preocupado porque os nossos lugares eram na primeira fila e achava que eu não ia gostar, que eles iam fazer muito barulho. Quando tocavam aquelas músicas mais potentes, com não-consegui-contar-quantos instrumentos, perguntava "é muito barulho?" Diz ele que é fã, pois... e chama a música de barulho! Eu sei que era preocupação, afinal tinha estado com dores de cabeça, mas chamar barulho ao que se estava a passar em palco... Foi muito bom, gostei das músicas todas, não houve uma altura em que arrefecesse, ou que tenha ficado morno sequer. A plateia rendeu-se. Eles foram simpáticos, honestos, charmosos e cativantes. Numa música, o vocalista, veio sentar-se na primeira fila, foi muito fixe!
Apetece-me colocar os videos todos que estão disponíveis. Vou começar por um cuja música nunca tinha ouvido e adorei:

Esta também foi muito bem tocada:

E foi o maravilhoso concerto dos Broken Social Scene. Mais uma noite muito bem passada, mais uma vez na Aula Magna. Ainda bem que quis dar o salto no escuro! Foi muito bom.

sábado, 6 de novembro de 2010

Eu gostava de ouvir...

Belle & Sebastian - I Want The World To Stop. É o novo single da banda Escocesa. Quando a ouvi pela primeira vez pensei, é bonita, é Belle and Sebastian, sem dúvida. Mas, e já depois de a ter escutado várias vezes, fez-se "um click". Estava a passar no rádio, dei-lhe a atenção devida e merecida e deparei-me com esta bela música:
"(...)I want the world to stop (I want the world to stop) Give me the morning (give me the understanding) I want the world to stop (I want the world to stop) Give me the morning, give me the afternoon The night, the night Let me step out of my shell I'm wrapped in sheets of milky winter disorder Let me feel the air again, the talk of friends The mind of someone my equal I want the world to stop… (...)"

Fui ver esta simpática e magnífica banda em Julho de 2006. Foi uma surpresa e tanto. Um concerto magnífico. São merecedores de uma especial atenção. Vão ser a minha banda sonora do fim-de-semana.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Posso dizer a frase?

A lembrar tempos longínquos, quando a publicidade era feita por frases pomposas, eis que, enquanto o autocarro estava parado em mais um semáforo, me deparei com a seguinte montra:

É publicidade recente. Estaremos perante um revivalismo na publicidade? Se for esse o caso seria boa ideia uma versão século XXI de quando o telefone toca. Sim, porque esse legendário programa só terminou porque a publicidade passou a ser feita noutros moldes. Acabaram-se as frases em rima.

Foi bom estar atenta. Valeu a pena ter obrigado o meu irmão, debaixo de chuva intensa, a saltar do carro para tirar a fotografia. Diverti-me quando vi a frase e diverti-me mais ainda por o meu irmão ter ido na minha conversa, trabalhava à chuva enquanto eu regozijava dentro do carro.

Só aqui!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Já Chega, não????

Fotos daqui e daqui

Quando apareceste achei alguma graça. Sentia-me uma personagem de banda desenhada. Habituaste-te à minha companhia e agora está dificil fazeres-te à vida! Eu percebo, sou simpática, boa companhia. Mas se procurares bem há pessoas mais simpáticas e que te podem fazer melhor companhia do que eu. Desculpa dizer-te mas já chateias. Já não tenho paciência. Devo ainda dizer-te que, apesar de em alguns momentos teres levado a melhor, no fim serei eu seguramente a vencedora. Por isso desaparece, deixa-me em paz.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Um Pássaro à solta na Aula Magna

Gosto de música (e ao vivo), a Aula Magna é a minha sala preferida para concertos, gosto de pássaros. Juntaram-se estes ingredientes a 07/10/2010 e tivemos uma (mais uma!) brilhante actuação de Andrew Bird. Andou à solta, pareceu-me, pelo que me foi dado a ver no decorrer da sua actuação, porque não o senti preso a qualquer alinhamento. Este concerto não fazia parte de nenhuma digressão, o objectivo não era promover nenhum álbum. Esteve a passar duas semanas em Lisboa, segundo o próprio, a tentar ter rotinas, e os amigos a convite de quem ele esteve cá desafiaram-no para um concerto. Andrew aceitou e ainda bem! Foi um concerto para amigos. Antes de começar a tocar disse que ia tocar musicas novas, que andava a compor para o seu próximo álbum, por estas estarem mais em harmonia com o seu estado de espírito actual. A meio do concerto disse que se sentia pressionado a tocar algumas músicas antigas por sentir que a plateia queria ouvir algumas músicas conhecidas. Uma dessas músicas foi precedida pelo seguinte comentário (tradução praticamente fiel da autora): "outro dia estava a ouvir rádio e tocou esta música, eu pensei, se passa na rádio talvez gostem". Foi esta (gosto tanto!!!):
Foi um belo remédio para a alma. Foi também um belo ansiolitico. Que bem, que calmo se fica a ouvi-lo cantar, o seu violino, o assobio, a forma como ele se relaciona com a música. É de uma honestidade desarmante. Mesmo muito bom!