sexta-feira, 14 de maio de 2010

Boa notícia

Significa que é mais remota a possibilidade de eu vir literalmente a morar debaixo da ponte!
E que também a escola onde andei e passei os melhores e mais felizes momentos da minha adolescência se vai manter de pé. Por isso, sem uma análise - merecida- aos motivos económico e politicos, é uma excelente noticia.
Acredito, que ultrapassada esta crise, e que se um dia António Costa chegar a Ministro, se volte a falar na terceira travessia do Tejo. Até lá vou acreditar que vou abril a minha janela e que tudo vai continuar como está... para sempre!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Conversas de autocarro #2

Senhora nº.1: "bolas, até no autocarro sou obrigada a ver fotografias daquele nazi!" Senhora nº.2: "então? mas tu não vais ver o Papa?" Senhora nº.1: "eu?! Deus me livre!" ....

sábado, 8 de maio de 2010

All these poses such beautiful poses

Fonte: daqui
Se a minha memória não me trai, a primeira vez que prestei atenção a Rufus foi pela sua participação na banda sonora de um filme, I am Sam, com uma versão magnifica do tema dos Beatles, Across the Universe. Foi em 2002.
Fui ouvindo umas músicas soltas mas nunca lhe dei a devida atenção. Foi então que, em Novembro de 2004, Rufus Wainwright veio tocar à Aula Magna. Fui ver para o descobrir. Foi amor ao primeiro Concerto.
As músicas de Rufus ao vivo ganham uma dimensão extraordinária. Ele consegue transmitir o que nos conta nas suas canções, consegue envolver-nos nas suas histórias.
Admiro a coragem com que arrisca em palco. Ele canta, representa, conversa, emociona.
Houve uma altura, em que só estava eu e Rufus na Aula Magna. Foi mais uma noite muito bem passada, como todas as outras passadas com Rufus! Já estou à espera do próximo!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Conversas autocarro #1

Quando as pessoas falam baixo, consigo ler. Quando falam alto, arrumo o livro e resigno-me. Resolvi tirar partido e aproveitar das conversas alguns momentos de humor. E consegue-se!
Três filas à minha frente duas senhoras conversavam com grande animosidade sobre o vulcão, que se lembrou, depois de alguns dias de tréguas, de voltar a fazer das suas. As senhoras estavam preocupadas que as cinzas invadissem o espaço aéreo Português. A título de corolário, uma senhora afirmou veemente: "a natureza está muito zangada com os humanos". Uma fila de autocarro à minha frente: "pai, como é que a natureza se pode zangar com as pessoas? e porquê que ela está zangada?". O pai, penso que para não dar continuidade ao disparate, respondeu: "é muito feio ouvir as conversas das outras pessoas". Não vi a cara do gaiato, mas calculo que deva ter feito uma cara de "processamento de informação" porque demorou alguns instantes com a réplica, "pai, como é que eu faço para não ouvir as conversas das pessoas?". Que pergunta tão pertinente! É a pergunta que me faço diariamente. Apurei a minha audição na esperança de ouvir uma resposta que me servisse, que me salvasse. Apenas ouvi um simples "não lhes ligues, pensa noutras coisas." Pois é meu caro pai, só isso não chega!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Estou além

Andar nos transportes públicos é difícil. Não porque há poucos, ou porque esperamos muito tempo por eles. É porque vêm com pessoas lá dentro. Formam-se grupos de amigos nos transportes e depois falam muito e alto entre eles. Falar não tem mal, o que é realmente mau é o tema de conversa. Invariavelmente: doenças! Não há volta a dar. Já fiz não-sei-quantas licenciaturas só de ouvir! É que são anos nisto... De manhã é pior. Ainda me surpreendo como é que as pessoas falam tanto tão cedo e sempre o mesmo tema! De tarde, talvez pelo cansaço, já não voltam faladoras. Voltam irascíveis. Discutem por tudo e por nada. Se preciso for discutem com quem iam a conversar de manhã. Gosto de andar de transportes porque aproveito o tempo para ler mas assim não há clima! Já não há paciência!
Já tentei vir de carro. É igualmente mau! Já não venho e vou a ouvir as pessoas, ouço as buzinas de quem tem pressa, ou seja, de quase todos os que conduzem. distraímo-nos, não avançamos no segundo imediatamente anterior à passagem do sinal de vermelho para verde e, buzina! Se ousamos ir um pedacito mais devagar, quando nos ultrapassam, olham para nós como se fossemos uns alienígenas, como se tivéssemos feito um disparate desmedido! Gosto de andar de carro porque posso vir a ouvir a minha música, mas assim também não há clima. Também já não há paciência!
Já pensei em propor teletrabalho ao meu chefe para me poupar. Mas depois pensei que preciso de contactar com pessoas. Quando chego ao trabalho lembro-me que afinal não preciso nada de contactar com pessoas. Que estava bem era a trabalhar em casa. Produzia mais.
"(...)Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar
Vou continuar a procurar
A minha forma
O meu lugar
Porque até aqui eu só:
Estou bem aonde eu não estou
Porque eu só quero ir Aonde eu não vou(...)"
(música de António Variações, "Estou Além")

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Logística

Esforço-me por ser moderna. Quando me perguntam "onde compraste" gosto de responder "na Net". Gosto. Por isso, e só por isso, tenho comprado alguns CD's por esta via. Outra vantagem de comprar na Internet é a de que, em vez de ir acampar à meia-noite nas lojas de discos à espera do lançamento do CD, posso comprar em pre-release, que me dá uma imagem muito mais fixe!
(qualquer acto que eu possa incorrer me dá uma imagem mais fixe do que ir para uma loja à meia-noite...).
Movida pelos factos acima descritos e, pela celeridade que se impõem na compra de um CD de Rufus e, principalmente, porque o concerto está ai a chegar e ainda não tenho o CD que está na sua génese, comprei em pre-release o novo trabalho de Rufus "All Days Are Nights: Songs For Lulu." Quero muito ouvir este disco. Até porque quero ter o trabalho de casa feito no dia 07 de Maio. O que eu não contava era com o Eyjafjallajokull e suas repercussões no espaço aéreo! Atrasou quase irremediavelmente o envio do tão ansiado CD. Fiquei chateada. Finalmente as cinzas lá se dissiparam e o transporte de mercadorias por via aérea retomou a sua actividade. E também a minha esperança de receber esta preciosidade em tempo útil.
Já com o coração sossegado, foquei-me novamente na expectativa de mais um concerto de Rufus. O que eu não contava era com uma semana de greve dos CTT! O vulcão ainda aceito, agora greve na distribuição do correio a uma semana de 07 de Maio? Que mania, é só fazer greve e nem pensam nos danos colaterais. Pensem nos outros! tragam-me o CD! quero ouvir as músicas de "All Days Are Nights: Songs For Lulu."

domingo, 11 de abril de 2010

Privilégios

Hoje, quando acordei, fui presenteada com o rio, o céu num azul esplenderoso. E muitos barquinhos. Um inicio de Domingo em cheio.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Não é uma cena gira mas...

Tinha de falar dela. Hoje fiquei sem a minha colega preferida. Por isso não é uma cena gira. Perdi a colega ganhei uma amiga e essa já é uma cena fixe. Mas estou triste. Não vai ser fácil não a ter a chatear-me. Não vai ser fácil não a poder chatear. Não pretendo que seja um post lamechas, nada disso, apenas quero dizer que gostei bastante de a ter como colega e como amiga. Era de facto uma lufada de ar fresco. Era muita fresca, lá isso era!
Já pensei muitas vezes que nunca fiz neste humilde e despretensioso blogue qualquer referência à minha cantora preferida, o que me parece imperdoável. Pois chegou a altura certa! É que ela tem uma música que é perfeita para a minha colega/amiga. Não é a minha preferida mas é a mais indicada. Aqui vai para ti:
"(...)não quero rapé
não quero cocaína
me liguei no chocolate
eu me liguei
só quero chocolate
não adianta vir com guaraná pra mim
é chocolate o que eu quero beber (...)"

segunda-feira, 29 de março de 2010

é mesmo assim...

Não resisto a publicar uma crónica que tive a sorte de acidentalmente ter lido. É sobre mulheres. Como mulher posso dizer que concordo com 90% do que está escrito, e muito bem escrito.
"O que sempre soube das mulheres, mas tive à mesma de perguntar"
"Tratam-nos mal, mas querem que as tratemos bem. Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho. Escrevem que se desunham. Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que te tenhamos graça a pregá-las. Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores. São superiores. Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente, mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno-almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem 10 anos, depois perdem o norte. Pelam-se por jogos eróticos, mas com o sexo já depende. Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível. Inventaram o telemóvel ao volante. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de bondade tornam-se mesmo inocentes. Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até a mais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens. São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça, mas depois levam-nos a colher à boca. A única coisa em nós que é para elas um mistério é a jantarada de amigos - elas quando jogam é para ganhar. E é tudo. Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no Amor com A grande mas, para nossa sorte, contentam-se com pouco."

(Crónica de Rui Zink, publicada no jornal , "O Metro", 8/03/2010.)

sexta-feira, 26 de março de 2010

terça-feira, 9 de março de 2010

Educação. Para quando?

Podia até ser uma cena gira, se não fosse verdade. Se fosse apenas produto da minha imaginação, da minha maledicência, mas não é. Acontece no escritório onde trabalho, a menos de 10 metros da minha secretária. E consigo ouvir apesar das paredes que supostamente deviam de isolar os ruídos. A culpa é do gesso cartonado. Se fossem paredes a sério eu não tinha de passar por isto.
Não tenho culpa de ter uma boa audição. Acresce o facto que há ruídos que me irritam particularmente e dos quais não me consigo abstrair. E não me consigo abstrair porque me indigna que as pessoas ainda os produzam. A sério, irrita-me tanto! Que posso eu fazer? Depois não me venham dizer que eu gozo com as pessoas, que sou má, etc. Não se ponham a jeito.
Como é que ainda existem pessoas que cortam as unhas em público e, pasme-se, no local de trabalho? Deixa-me irada o telintar do corta-unhas.
Já tinha visto pessoas na rua, até nos transportes públicos a fazê-lo. ultimamente menos. Agora colegas de trabalho... e mulher? Não é nenhuma espécie de preconceito, aos homens é igualmente indesculpável, mas as mulheres e unhas... E não. não mesmo. Haja pudor. haja decência.
Já sei, vou comprar um livro de etiquetas e boas maneiras e deixá-lo em cima da secretária. Ou, se não resultar, mando-lhe o corta-unhas janela fora quando ela estiver distraída. Ensiná-la que não se cortam as unhas em público é que não vou...

Sem palavras

fonte E porque há momentos em que o silêncio é de ouro. O melhor é apreciar.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Ora ai está uma excelente noticia!

Nestes dias tenho ansiado por uma boa noticia. E que noticia é essa? Sento-me frente à televisão, passeio por todos os noticiários à procura do jornalista que há-de dizer: "em 2010 não vai voltar a chover". Nada. A noticia pela qual tanto anseio não vem. Mas tenho esperança.
Em contrapartida ouvi uma excelente noticia, muito melhor do que parar de chover (até porque chove há tanto tempo que já me habituei): Rufus Wainright de volta a Portugal. Desta é que eu não estava mesmo à espera. Sei que vai ter disco novo em Abril, o que já era muito bom mas, daí a vir promovê-lo tão rapidamente...
Obrigada Rufus por trazeres um pouco de sol. Agora já aguento muito melhor a chuva. E o frio.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Nas nuvens com Clooney

"Nas Nuvens" é um filme muito interessante. Para começar, a personagem interpretada por Clooney chora no filme. Mais, a personagem feminina do filme com quem ele tem uma relação, diz-lhe, a sangue frio, que ele é um escape na vida dela, diz-lhe que ele é um parêntesis. E tudo num só filme. Não só vi o Clooney a chorar como também o vi a ser tratado como um parêntesis(?). Só mesmo em filme! A parte séria do filme aborda o desemprego inserido na actual crise económica. Clooney é então o implacável que despede pessoas. Insurge-se porque a empresa onde trabalha quer passar a despedir pessoas via web câmara. Fica triste porque vive nas "nuvens" ou seja, passa quase 365 dias por ano a viajar e, desta forma, como as pessoas vão passar a ser despedidas "tecnologicamente" acabaram-se as viagens, as milhas, os quartos de hotel. Questiona também a falta de ética. Vale a pena ver.
A questão da cobardia, levantada nos despedimentos por computador (há uma cena em que eles estão supostamente a treinar o novo processo e estão sentados numa sala ao lado do senhor que está a ser despedido...), fez-me pensar que hoje falamos mais com as pessoas por e-mail ou sms. E, tal como no filme, às vezes estamos tão perto delas! Vamos falar com elas? não! enviamos um "mail" uma "sms" e já está! Preferia falar pessoalmente com as pessoas ou, na impossibilidade falar ao telefone não mensajar ao telefone, como fazemos! Sim, também sou culpada, também o faço! Quando penso na parte nagativa destas novas formas de comunicação também penso que, provavelmente, devido à correria dos tempos actuais, se não fosse o mail e as sms já não saberia de algumas pessoas há algum tempo. Talvez sejam um mal necessário. Não sei. Ainda assim prefiro o convívio. E filmes com o Clooney.
Parêntesis? onde será o lixo daquela senhora?

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Finalmente

Um dia sem chuva. O céu não esteve esplendorosamente azul, mas não choveu! Ontem, a caminho de casa, um senhor disse-me com um ar muito pesaroso: "amanhã não vai chover mas no fim-se-semana vai voltar". Esperemos que o senhor só tenha acertado nas previsões de hoje.
Amanhã, 06 de Janeiro, é o último dia das luzinhas de Natal. Depois já podemos andar nas ruas normalmente. Aos poucos as cenas estão a compor-se. Difícil vai ser fazer com que as pessoas tirem o pano do menino jesus da janela. Essa é que é essa. Vamos ver. Tenho receio que seja como as bandeiras em tempos de campeonato. Paciência, pelo menos a chuva deu tréguas e o Natal já passou.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Escolhas

Não gosto nada de perguntas que obrigam a respostas definitivas. Qual o teu filme favorito? Qual a tua Música favorita? Cantor/Banda? Não me perguntem porque não consigo responder. Se fosse obrigada até o faria mas, no segundo a seguir já pensaria noutra resposta. É quase como perguntar a uma mãe qual o seu filho favorito.
Faço esse exercício regularmente. Por exemplo, quando ouço música penso se entre toda a música que ouço consigo eleger "a" música, "o" cantor/banda. Faço o mesmo quando leio. Qual foi "o" livro. Escolho. Depois penso o que seria se a partir da escolha feita, só pudesse ouvir essa música, essa banda, ler esse livro. satisfazer-me-ia? Claro que não, apesar de ocuparem um lugar muito especial.
Escolher entre o que se gosta é difícil. Também me pergunto algumas vezes se tivesse que escolher um objecto para me acompanhar qual seria? seria tramado! Gosto de tanta coisa. No entanto, no inverno tenho a vida facilitada. Para alguma coisa o inverno me havia de servir. Nem hesito. Por isso, não consigo imaginar a minha vida sem:

Fonte: o autor

Mas "só" de Novembro a Março. Fora desse período não me peçam para escolher nada. Ou peçam desde que seja entre cenas que eu não goste!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Foi do melhor que já vi

Já estava à espera de ver um bom concerto, a fasquia era alta depois de os ter visto na aula magna em 2006. Os kings of convenience não desiludiram. Foi de facto um dos melhores concertos que já vi. Não só pela música, que gosto bastante, mas também pelo que fizeram além música. De uma simplicidade desarmante! E eu que gosto tanto de pessoas simples! cativam desde o primeiro instante! Não só foram os culpados por ontem ter ouvido excelente música como também foram os culpados por me terem arrancado sinceras gargalhadas! Tocaram, cantaram, falaram, dançaram com o público, na plateia e no palco. Foi excelente! As músicas que em CD são bastante calmas adquiriram um excelente ritmo ao vivo. Bom mesmo era se tivesse sido gravado para posterior edição em DVD. Como eu gostava de os voltar a ver como os vi ontem. E não fui só eu que gostei. O público aderiu em massa. Pudera, nem por um segundo eles deixaram alternativa.
É difícil escolher um vídeo, gosto de todas as músicas. Aqui fica Boat Behind do novo álbum. Vale bem a pena conhecer mais. E se voltarem a tocar em Portugal recomendo. Eu não irei perder.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Eleições & relações sociais

"Há coisas piores" ou "podia ser pior" são frases recorrentes que nos devolvem quando nos queixamos de alguma coisa. De uma forma simples significa que quando pensamos que nada pior pode acontecer, acontece mesmo!
Sermos osculados por pessoas que nos passam o ano inteiro a encolerizar nos dias que antecedem o Natal e em nome do Natal, é um dos fenómenos sociais que me deixa irada.
Mas de facto há coisas piores. E ir votar é uma delas. Não me teria apercebido deste fenómeno, porque depressa tendo a esquecer comportamentos que me irritam, não fora terem ocorrido três actos eleitorais no período de quatro meses, dois deles no espaço de quinze dias.
Já experimentei ir votar em horas diferentes, antes de almoço, depois de almoço, quase no fim da votação, mas não há como escapar ao vizinho que nos viu crescer. Aproveitam esta altura para fazer mil e uma perguntas sobre a nossa vida. O imcompreensível nesta estória é que são as mesmas pessoas com quem nos cruzamos frequentemente no nosso dia-a-dia. Muitas vezes nem cumprimentam ou fazem-no timidamente. Agora metemos os pés na escola para ir cumprir o nosso dever cívico e lá estão eles, as criaturas mais afáveis do mundo a perguntar pela nossa vida, o que fazemos, com quem estamos, se estamos magros, gordos, mais velhos, na mesma. Selam a maravilhosa conversa com um não menos maravilhoso par de beijos. Faz parte também do dever cívico meterem-se na vida das pessoas nos actos eleitorais? não é suficiente colocar a cruz segundo a ideologia? Tenho quase a certeza que os níveis de abstenção não são maiores porque há muito boa gente ávida de eleições não por participar no acto cívico implicito mas mas para participar na vida de quem por lá aparece...
Poderá ser possivel num futuro próximo, muito próximo, o voto por Internet?

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Tradução?

Não sou grande adepta de ler instruções. Falta-me a paciência. Penso que a solução para reverter este facto passaria por os manuais de instruções serem redigidos desta forma:
Deixariam de ser aborrecidas para passar a serem momentos de verdadeiro humor!

29 Setembro: dia das contestatárias?

Será esta data propícia a este traço de carácter?